Apesar de diversas controvérsias políticas e culturais, o aquecimento global é uma realidade. Convenções científicas têm estudado os impactos da atividade humana no clima, e a conclusão é que todos os continentes estão sendo afetados. A necessidade de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera é urgente (IPCC, 2014).

Como existem diversos gases com diferentes potenciais de efeito estufa, usamos o termo CO2 “equivalente” para quantificar todos numa mesma base.

O uso de energia e combustíveis e todo o consumo, direta ou indiretamente, geram emissões de gases do efeito estufa. Por exemplo, ao usar seu carro para ir ao trabalho, consome-se combustível que precisou ser extraído, tratado, transportado e comercializado. Uma vez no carro, o motor de combustão transforma o combustível em energia. Uma viagem de 40 km, 5 dias por semana, geraria um volume de 4.3 toneladas de CO2/ano.

No mundo, as emissões de CO2 por meio da queima de combustíveis em 2014 foi de 32,3 GtCO2e (IEA, 2016). Em um cenário sem previsão de grandes transformações,  a previsão de emissões para 2030 é de aproximadamente 70 GtonCO2e. Uma GtonCO2e é igual a 1.000.000.000 toneladas de CO2!

Nós, a eficiência energética e as emissões

Cada um de nós pode ajudar a mudar este cenário que precisa de ações rápidas e concretas. A grosso modo existem quatro grandes categorias de ações diretas para a redução de emissões, são elas:

– eficiência energética;

– geração de energia mais limpa energia de baixo-carbono;

– carbono terrestre (silvicultura e agropecuária);

– mudanças de comportamento.

A lista acima está ordenada de modo que as dificuldades na implementação crescem de baixo para cima. As oportunidades da nossa atuação como indivíduos, por outro lado, crescem no sentido inverso. Algumas mudanças de comportamento estão na nossa mão.

Um estudo feito pela McKinsey & Company em 2010 mostra o potencial de ações diretas de eficiência energética. A mudança de lâmpadas ineficientes para LED, por exemplo, tem impacto positivo nas emissões de carbono e trazem economia para o usuário.

Medidas de eficiência em equipamentos industriais, por sua vez, reduzem emissões e custos e aumentam a competitividade da indústria. Com eficiência energética, é possível ter grandes ganhos financeiros e de sustentabilidade ao mesmo tempo.

Questões mais complexas, como diversificar a matriz energética de um país, apresentam um investimento grande que pode trazer ganhos ambientais e estimular a economia local.

Banner

Com todas as categorias de medidas citadas, é possível chegar em reduções de até 40%. Investindo um pouco mais e mudando o comportamento dos usuários, podemos calcançar 49% de redução nas emissões de GEE.

Iniciativas no setor industrial, com programas e metas de eficiência energética, têm dado certo e reduzem o consumo de energia, aumentam a produtividade. Isso, claro, além de ajudar o planeta. (Ceres, 2014).

O que podemos concluir?

Como usuários, podemos ser mais responsáveis na escolha de produtos e serviços. Sendo funcionários de uma companhia, podemos adotar boas práticas de operação do nosso ambiente de trabalho; e como tomadores de decisões podemos repensar o desempenho energético dos nossos sistemas e ainda por cima economizar com isso.

Medidas de redução de GEE, principalmente as relacionadas à eficiência energética, costumam ser benéficas para o meio ambiente e para o usuário. Além de reduzir gastos desnecessários, ela vai contra a ideia ultrapassada de que reduzir impactos ambientais é caro.

Eficiência Energética