No último ano, a Mitsidi Projetos realizou auditorias energéticas em dezenas de edifícios e plantas industriais, incluindo prédios corporativos, coworkings, restaurantes, data centers, entre outros. E o resultado foi um só: investir em sustentabilidade é muito mais barato do que o mercado imagina.

“Seja no setor comercial ou industrial, é possível atingir pelo menos 10% de economia de energia sem praticamente investir”.

É o que afirma André De Dominicis, sócio da Mitsidi e especialista em eficiência energética industrial.

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O que vemos na prática é muito dinheiro gasto em sistemas mal configurados, com manutenção fora de dia e o uso exagerado de “gambiarras”.

Por incrível que pareça, essa uma prática mais comum no dia a dia da operação do que se imagina. Em  edifícios mais antigos, as medidas de eficiência de baixo custo podem representar economias ainda maiores – cerca de até 30%.

“O potencial é enorme. Porém, o que vemos é o mercado atrás de soluções caras, como a instalação de placas solares fotovoltaicas e troca de máquinas sem revisão do processo produtivo ou operacional”, diz Edward Borgstein, fundador da Mitsidi e responsável pelo desenvolvimento de plataformas de benchmarking de consumo ao longo de toda a América Latina.

Apesar do potencial, os sistemas fotovoltaicos ainda não são viáveis em larga escala nos mercados comercial e industrial, apesar das tarifas mais baratas. Isso se deve ao tempo de retorno do equipamento, que ainda não atinge níveis satisfatórios – entre sete e nove anos.

Uma outra solução, muito estudada pelos gestores, é a migração do mercado cativo para o mercado livre de energia. Entretanto, sem um estudo de longo prazo que considere os riscos e características dos contratos, a medida se torna ineficaz.

O que podemos concluir?

A economia com medidas de zero custo representam uma oportunidade de reserva de caixa para medidas mais caras e complexas. Ao mesmo tempo, essas medidas reduzem as emissões de gases de efeito estufa de forma imediata.

Algumas medidas que encontramos na indústria, por exemplo, apresentaram tempos de retorno de menos de 2 meses.

O resultado surpreendeu até mesmo nossa equipe, acostumada a encontrar oportunidades com retornos de menos de 1 ano”, finaliza André.

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