As redes inteligentes são tão “inteligentes” quanto a informação que recebem e assimilam. Em um mundo ideal, elas distribuiriam elétrons de maneira inteligente evitando restrições de demanda. O assunto é muito mais complexo do que apenas promover eficiência e confiabilidade ao sistema elétrico.

O uso de tais redes está também relacionado à incorporação de uma nova gama de processos ao mercado de energia, incluindo a geração distribuída, a análise de dados e o engajamento do consumidor, e até mesmo a habilidade dos geradores de energia de se comunicar diretamente com seus consumidores. Hoje esses equipamentos são interconectados, controlados pelos dados coletados e armazenados centralmente.

“Nós nos preocupamos com dados e como eles permitirão atingir as expectativas dos usuários”, diz Mike Carlson, presidente da Siemens Smart Grid, em uma reunião do grupo em Boston na semana passada. “O que faremos e como tornaremos isso relevante? Tudo isso em tempo real – uma rede digital, algo que não será possível sem um avançado conceito de análise de dados”.

Inicialmente a tecnologia deve otimizar o mercado de atacado de energia ao conhecer, primeiramente, a quantidade do recurso necessária para atender a demanda dentro de uma “área controlada” e, depois, determinar as melhores fontes de geração para atender essa região enquanto a mesma considera as potenciais restrições do sistema de transmissão.

Um sistema proativo encontrará qualquer falha e depois a isolará. Então, ele resolverá o problema encontrado ao proteger as casas e empresas, que não serão afetadas por qualquer tipo de perturbação.

Dispositivos inteligentes otimizam os custos de operação e manutenção e evitam possíveis multas que seriam cobradas pelo Estado. E, se a energia continuar fluindo, as receitas de serviços públicos aumentam – e a sociedade, de um modo geral, ficará mais segura e satisfeita por conta do investimento em infraestrutura.

Há novas demandas, como por exemplo os requisitos impostos pela geração solar e eólica. Mas as ferramentas emergentes de agora existem não só para ajudar as empresas a atender a norma, mas também para aumentar a confiabilidade os objetivos ambientais.

“A realidade é que muitos dos sistemas com que trabalhamos hoje não estariam disponíveis há cinco anos atrás, se não fosse pelos avanços em automação, visualização e plataforma de integração de alta velocidade”, diz Ken Geisler, diretor de estratégias da Siemens Digital Grid, durante a conferência.

“Por exemplo, a tecnologia de distribuição automatizada em subsistemas como a instalada recentemente em Nova York requer a integração da proteção coordenada de alta velocidade, das comunicações e do centro de controle para que a tomada de decisão descentralizada seja tão eficaz quanto em um sistema centralizado”, ele continua.

“Eu acredito que a indústria tem visto uma mudança na maneira como podemos usar softwares e sistemas inteligentes, e nós vamos continuar a ver essa evolução nos próximos cinco anos e além”.

Os sistemas de transmissão e distribuição são, de fato, feitos sofisticados de engenharia – que se mantiveram durante muito tempo. Mas isso não significa que não poderiam se tornar melhores, ou mais inteligentes. O mercado de energia evoluiu, e com ele a necessidade de equilibrar oferta e demanda com as opções de geração elétrica atuais, tendo todos os consumidores em mente.

Fonte: Energy Manager Today

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