A demanda global por energia tem crescido exponencialmente desde o século XIX. Entretanto, novos estudos da Sanford C. Bernstein & Co afirma que isso mudará em mais ou menos 40 anos.

Segundo Bernstein, a demanda por energia terá seu pico na década de 2050 e então começará a declinar, ao mesmo tempo em que o consumo energético por unidade de produto doméstico também diminuirá O boom da demanda do século XIX já vem diminuindo como resultado da queda do crescimento populacional e da expansão econômica, assim como da transição do crescimento industrial para o crescimento dos serviços.

“Este será um momento crucial na história da humanidade”, dizem os analistas. “Enquanto ainda é difícil prever quem serão os vencedores a longo prazo no futuro da energia, é fácil de enxergar quem ficará para trás: nesse novo mundo não há lugar para altos custos, nem para fontes de energia com alta emissão de carbono.”.

O consumo de carvão deve cair por volta de 2020, e o petróleo nos anos de 2030. O apelo pelo uso do gás natural e de fontes renováveis irão continuar, apesar da transição para sistemas fotovoltaicos e de energia eólica ainda levar décadas. A pressão para redução de emissões de carbono está se intensificando, especialmente após o Acordo de Paris, um acordo global assinado em dezembro para frear a mudança climática.

Já há sinais de que o boom de demanda está diminuindo. O consumo energético per capita pode ter sido reduzido, mas a demanda global pode ainda aumentar 30% nos próximos 40 anos antes de começar a declinar.

“O obituário da demanda por energia ainda parece prematuro”, dizem os analistas. “Nós ainda precisamos de energia para crescermos.”

Fonte: Bloomberg