Conceitualmente, benchmarking é o processo contínuo de avaliação de produtos, processos ou serviços em relação aos mais fortes competidores ou às práticas habituais de mercado. Trata-se de uma comparação entre elementos de uma mesma categoria. Isso possibilita analisar indicadores de desempenho e verificar se estão superiores ou inferiores à média do mercado.

Em edificações, o benchmarking energético consiste na comparação do consumo de energia entre diversos prédios de uma mesma tipologia. Ou seja, edifícios que servem a um mesmo propósito e que tenham características semelhantes. O processo de benchmarking gera então valores de referência para uma dada realidade, conhecido como benchmarks.

Como ele é feito?

Existem diferentes metodologias que podem ser utilizadas no desenvolvimento do benchmarking de desempenho energético de edificações, que podem contemplar simulações energéticas computacionais, avaliação da envoltória, ou simplesmente uma normalização dos dados de consumo.

No Brasil, a metodologia adotada pelo Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) visa a criação de benchmarks robustos, relevantes, evolutivos e flexíveis a adaptações futuras. Para isso, serão adotadas metodologias estatísticas e técnicas para construir perfis de desempenho em várias tipologias de edifício. Confira a plataforma de cálculo já desenvolvida pelo CBCS.

Para que ele é utilizado?

Atualmente ainda não existem muitas bases de comparação que permitam a avaliação da eficiência em uso dos edifícios. Ou seja, o desempenho energético real é desconhecido.

A criação de benchmarks proporciona a identificação de edifícios com operação eficiente e de edifícios com grande potencial para melhoria. Experiências internacionais demonstram que o uso de benchmarking na gestão energética traz reduções no consumo e na emissão de gases do efeito estufa (GEEs), e que ele é uma importante ferramenta para implantação de programas de eficiência.

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