O setor de iluminação vem se modernizando e apostando cada vez mais em produtos com maior eficiência energética, além do já conhecido sistema de iluminação com lâmpadas LED, há também o desenvolvimento de sistemas de controle de iluminação cada vez mais sofisticados. O mercado de lâmpadas eficientes segue bem aquecido devido às altas taxas de retorno de investimento proporcionado, grande potencial de economia de consumo O grande empecilho atualmente encontra-se no capital inicial necessário para adquirir esses equipamentos.

Para a realidade brasileira, há o entrave das altas taxas de juros que atrapalha a captação de dinheiro para investimentos em equipamentos mais modernos e eficientes, apesar de que,  as altas tarifas de energia elétrica ajudam a tornar o investimento atraente.

O modelo de negócios convencional desse setor baseia-se em um cliente que compra os produtos, para uso próprio, de um vendedor de alguma loja especializada ou direto de um fabricante. Já no modelo alternativo de serviços a compra trata da prestação de serviços da empresa contratada e não a venda de um produto físico.

Lúmens as a Service – A iluminação é o produto, não a luminária.

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O modelo alternativo pode ser chamado de Lumens as a service. Modelo em que os responsáveis pela gestão de edifícios e condomínios não precisam mais de dinheiro para realizar um investimento inicial elevado para conseguir implantar a eficiência energética em seu prédio. As empresas de serviço que fazem esse investimento e o cliente paga a empresa com parte da economia conseguida com um sistema de iluminação mais eficiente. Para simplificar ainda mais, muitos contratos são feitos como uma espécie de aluguel mensal do equipamento, ou leasing, assim evita-se as muitas vezes complexos trâmites de Medição e verificação dos contratos de performance.

Nesse modelo, ambas as partes envolvidas procuram aplicar o sistema mais eficiente energeticamente para que seja possível extrair o máximo de renda desse serviço. Esse modelo é interessante para os dois lados, uma vez que o cliente consegue valorizar seu edifício com a introdução de novas tecnologias, além de não ser mais o responsável pela manutenção do sistema e os custos atrelados a isso. Já a empresa poderá ver seu faturamento crescer em função única e exclusivamente da eficiência de seu serviço.

Vantagens do modelo para Parcerias Público Privadas

Já há algum tempo algumas prefeituras têm optado por instalar sistemas de iluminação pública com a tecnologia LED, já que, via de regra, esse tipo de sistema tem melhor qualidade de iluminação e menor consumo energético. Muitas vezes o local escolhido para a troca de iluminação são túneis que por ficarem acesos 24 horas por dia terão retorno sobre o investimento muito mais rapidamente.

O observador mais atento pode reparar que em muitos túneis urbanos da cidade de São Paulo o sistema não funciona adequadamente, às vezes pode-se ver grupos de luminárias apagadas e em outras ocasiões é possível ver que a iluminação ficou muito mais forte que o necessário em certos locais, prejudicando não só a visão de quem dirige, mas aumentando desnecessariamente o consumo de energia. Quem comprou estes sistemas de iluminação foi a prefeitura, (através de licitações) e, agora cabe a ela ser responsável pela manutenção e é ela a prejudicada com os consumos excessivos. No caso destas lâmpadas apresentarem rendimento pior que o esperado, a prefeitura que ficará com esse ônus.

Nenhum desses problemas ocorreria se, tivéssemos o modelo de Lúmens as a Service já que teríamos uma empresa que seria responsável pela manutenção e haja vista que ela seria responsável por pagar o consumo da iluminação, seria a maior interessada em fazer com que o sistema fosse projetado e operasse da maneira mais eficiente possível. Caberia à prefeitura apenas fiscalizar que o serviço, nesse caso a iluminação medida em Lux = Lúmen/metro², atingida fosse a acordada.