No momento de convergência de novas tecnologias e aumento do interesse na sustentabilidade corporativa, muitos dos grandes centros de negócios têm olhado mais de perto para estratégias em gestão energética.

A tendência ficou evidente no Sustainable Business Summit 2016, sediado em Nova York no mês de outubro pela Bloomberg BNA. O evento reuniu empresários, investidores e outros tomadores de decisões para discutir como as corporações estão direcionando as oportunidades de crescimento e lucro por meio de práticas sustentáveis de negócio, tendo a energia como uma área chave. Representantes de gigantes como The 3M Company, JetBlue Airways Corp., Xerox Corp. e Tiffany & Co. compartilharam ideiasde suas próprias estratégias.

Para muitas organizações, o aumento do armazenamento de informações ‘em nuvem’ e a criação de datacenters, que consomem grandes quantidades de energia para processar essas informações, gera também a necessidade de mitigar os impactos desse consumo através da eficiência energética e fontes renováveis. Isso já é uma realidade para gigantes da tecnologia como a Microsoft, mas é provável que chegue também a todos os tipos de indústrias nos próximos anos, disse Rob Bernard, responsável pela estratégia ambiental da Microsoft durante o evento.

Bernard, junto ao CEO da Stuffstr, startup que criou um aplicativo de economia partilhada, mencionam que o armazenamento em nuvem tem sido o grande responsável pelo aumento do foco em energia. Esse desafio é composto pela pressão feita por consumidores, funcionários e investidores de todos os tipos de organizações por mais transparência sobre o impacto ambiental, e o consumo energético é em muitos casos o primeiro lugar para se começar.

Banner

A Tiffany & Co., por exemplo, contratou a sua primeira gerente de sustentabilidade, Anisa Costa, em 2015. Costa afirmou que os investidores da companhia estão mais interessados do que nunca em iniciativas ambientais. A Tiffany, que planeja chegar a zero emissões até 2050, já implementou iniciativas de eficiência energética para atingir a meta: entre 2014 e 2015, a famosa joalheria de Nova York realizou o retrofit de aproximadamente 100 lojas do varejo com iluminação LED, tanto nas luminárias das lojas quanto dos expositores.

Apesar de muito mais companhias terem começado a aplicar mudanças mais incisivas no consumo energético, e se tornado mais estratégicas a respeito dos programas de gestão de energia, ainda não foi possível criar um plano integrado, afirmou Alan Shurr, presidente da a Edison Energy –subsidiária da Edison International – a respeito das organizações com as quais tem trabalhado. “Em nossa visão, é necessário que haja um parceiro na maioria das empresas para fazer com que isso aconteça, porque energia não é o core business em muitas delas”.

Tudo isso mostra que empresas de todos os tipos estão buscando medidas mais incisivas na gestão energética em uma época que o próprio mercado de energia passa por rápidas mudanças.

Não há ainda um caminho único a ser seguido, de acordo com Shurr, apesar da iniciativa já estar tomando forma. Ainda durante o evento, ele afirmou que algumas corporações já imaginam um “sistema de alta performance em todas as dimensões” da gestão energética, incluindo o gerenciamento de custo e falibilidade do sistema.

Eficiência Energética, empresas se unem para compartilhar